Musical CATS

Como eu adoro musicais, ontem eu fui no Teatro Abril ver o Musical Cats.

É muito bom! Faz jus à fama e aos muitos prêmios que ganhou. Com atuação e sonoridade impecáveis, os atores-gatos representaram uma noite especial na vida do bando Jellicle. E com ela, as disputas de poder que podemos encontrar também nas relações entre os seres humanos.

Abaixo, a sinopse oficial, proposta pelo site do espetáculo:

Meia-noite. Nenhum som no beco. Luzes de um carro rasgam a paisagem escurecida da noite e revelam momentaneamente a imagem de um felino correndo. Um por um, gatos curiosos emergem. É a noite especial deles, quando a tribo Jellicle Cats se reúne para escolher seus melhores. O líder do grupo, o sábio e benevolente Old Deuteronomy, anunciará qual deles irá para um lugar especial chamado “Heavyside Layer”, onde poderá renascer para uma nova “vida Jellicle”. Só um dos gatos não compartilha da euforia do grupo: a triste Grizabella (Paula Lima), que abandonou os companheiros anos antes para explorar o mundo lá fora e agora é desprezada por sua escolha.

A história de Cats foi baseada em 14 poemas do livro infantil Old Possum’s Book of Practical Cats, publicado a primeira vez em 1939, com ilustrações do próprio autor, o poeta americano T.S. Eliot.

Eliot escreveu a obra depois de passar dias observando o comportamento de seus próprios felinos.

Com letras originais de Tim Rice, arranjos do inglês Andrew Lloyd Webber, e adaptação ao português pelo cantor e compositor Toquinho.

É nesse clima que o espetáculo se desenrola, fica visível a disputa de dois gatos em especial pela atenção de Old Deuteronomy (fantasticamente – como sempre – interpretado por Saulo Vasconcelos, que já vi atuar também como o Fantasma da Ópera), e também o crime organizado, representado pela figura do gato Macavity.

Se até mesmo os felinos procuram apreender mais poder e conquistar lideranças dentro do bando, é de se esperar que entre os países não seja diferente. Mais que o retorno a uma “nova vida Jellicle”, o poder internacional ao ser acumulado rende aos países a manutenção de sua soberania.

Soberania nacional. O que isto significa? Soberania vem da idéia de soberano, superior. Significa que naquele território a autoridade máxima é o Estado. Um país soberano não é apenas aquele que não sofre ameaças de invasão por inimigos, pois nos dias atuais, é pouco comum que isso aconteça (a ONU está aí pra evitar essa opção), mas principalmente, é soberano o país que não tem sua política ou sua economia diretamente influenciadas pelos interesses de outros países, contrariando seus próprios interesses e necessidades.

Podemos dizer que o Iraque é um país com problemas de soberania, pois está ocupado militarmente por países terceiros, mas poderíamos dizer que a Colômbia também não é um país 100% soberano, pois muitas de suas decisões são influenciadas pro pressão estadunidense, em troca de auxilio na luta contra o narcotráfico. Da mesma maneira, existem muitos outros Estados que são soberanos na sua fronteira, mas na política estão dependentes das decisões e das pressões de outras potências.

E o Brasil? É um país soberano? Essa percepção varia de acordo com a trajetória e ideologia política  de cada cidadão e (e)leitor. O que você me diz?

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UE X Italia

Para estrear o blog, segue um vídeo bem-humorado mostrando as principais diferenças entre os italianos e o restante dos habitantes dos países-membros da União Européia.

* Video de Bruno Bozzeto